Arcos
Junho 16th, 2007as curtas metragens do aniversário da Madalena estão por aqui no YouTube
http://www.youtube.com/profile?user=arcos07
as curtas metragens do aniversário da Madalena estão por aqui no YouTube
http://www.youtube.com/profile?user=arcos07
Telefonaram do Lar que tia Amparo caiu e partiu a cabeça esta noite. Levaram-na ao hospital onde a trataram e mandaram para casa.
Já caí mais vezes, dizia-me ela ontem.
Olhe que ela já não devia vir comer cá abaixo! avisaram-me os colegas. Pode cair . Está muito pesada e as pernas não aguentam.
Já caí mais vezes! Eu quero é comer cá em cima. Tens que falar com alguém, que eu quero comer cá em cima.
A Encarregada Geral não era da mesma opinião, quando há duas semanas fui dar conta do pedido de Amparo. Ela tem que andar, enquanto puder tem que andar. Não importa o tempo que demora a chegar ao refeitório. Enquanto puder…
Talvez tenha chegado o momento, penso eu. A pouco e pouco Amparo vai encostar ao cais. Já não responde aos estímulos habituais: fecha os olhos dormente enquanto conversamos com ela.
Li no Diário de Notícias de ontem, que o navio que ardeu em Londres, o Cutty Sark, já se chamou Maria do Amparo (entre 1920 e 1922, o ano em que a nossa nasceu). Navio, para os ingleses, é do género feminino.
Estava tudo tão lindo, quando aqui cheguei!
as fotos a rodar, os links a funcionar. Não sei que mau génio me possui, que assim que vou pelo avesso, entro pela porta de trás. Catrapuz!
Fica tudo desnorteado
li nalgum sítio que é o número perfeito. sete os dias da semana, sete as cores do arco-irís.
sete. dezenas. sete. vidas
lenga-lenga velhinha dizia: a criada lá de cima/ é feita de papelão / quando vai fazer a cama / diz assim para o patrão: sete e sete sãp catorze, com mais sete, vinte e um, tenho sete namorados / e não gosto de nanhum…
o mano mais novo regressou ao redil.
Acho que ficou impressionado com a árvora genealógica que lhe mandei. Os descendentes dos nossoa avós, em carreirinha já são muitos

Parabéns à menina linda que faz hoje anos!
Na caixinha dos retratos da Maria do Amparo, encontrámos esta maravilha. Mesmo a calhar para o Querido Blog, combinaram as primas. E agora, pessoal, toca a comentar - um xi-coração e beijinhos.
Na Rua da Fiandeira, em tempos que já lá vão, nasceu pelas sete e meia, chamaram-lhe Conceição.
Era a época dos sapateiros artesãos que construíam cada sapato do início ao fim, e só nas cidades havia lojas de finesse, onde se podia experimentar e escolher à vontade do freguês.
O sapateiro veio a casa do avô tirar as medidas para fazer as botas. Com um lápis desenhou os meus pés na sola. Era outono de 1951 e as botas ficaram prontas a 8 de Dezembro.
A data da estreia havia de ficar gravada para sempre, porque as botas pareciam não levantar do chão, logo então naquela manhã em que cedo, a tia Emília me acordou apressada e ansiosa: Vamos, despacha-te! Nasceu uma menina à tia Isilda e ao tio António.
Por cima da cama o quadro do anjo da guarda parecia cumprir com gosto a sua função e sobre a mesinha a boneca de madeira colorida continuava alegre e perfumada, talvez mais do que nos outros dias.
inês